A concordância é uma das cobranças mais comuns nas provas de língua portuguesa em concursos públicos. As questões testam o conhecimento do candidato ao reescrever a escrita de enunciados. Para não perder nenhum ponto, é preciso pensar como um revisor de texto!
A concordância nominal está relacionada aos termos que acompanham o substantivo. Já a concordância verbal estabelece a relação entre o verbo e o sujeito da oração. As bancas costumam apresentar frases para que o candidato identifique problemas de concordância.
Os casos que exigem maior atenção envolvem o sujeito composto, as expressões partitivas, os verbos impessoais, os pronomes que e quem e os diferentes empregos da partícula se.
Na concordância nominal, é importante observar a função exercida por termos como meio, bastante, caro e barato, além das regras aplicáveis aos adjetivos e aos termos que acompanham o substantivo.
Confira as dicas para não errar em provas de concursos públicos..
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ToggleConcordância nominal
A regra geral determina que artigos, numerais, adjetivos e pronomes adjetivos devem concordar com o substantivo em gênero e número.
Entretanto, alguns casos específicos costumam ser explorados pelas bancas.
Um deles envolve a construção com o verbo ser seguido de adjetivo. Quando o substantivo não vem acompanhado de artigo ou outro determinante, o adjetivo permanece no masculino singular.
Exemplo:
“É proibido entrada.“
Quando há artigo acompanhando o substantivo, o adjetivo deve concordar com ele.
Exemplo:
“É proibida a entrada.”
Também é necessário atenção a palavras como obrigado, anexo, mesmo, próprio e quite. Esses termos variam de acordo com a pessoa ou o substantivo a que se referem.
Termos que podem variar ou permanecer invariáveis
As palavras bastante e meio podem assumir comportamentos diferentes conforme sua função na oração.
Quando funcionam como adjetivos ou numerais, apresentam variação. Quando exercem função de advérbio, permanecem invariáveis.
O mesmo tipo de atenção deve ser dado a caro e barato. Os termos variam quando acompanham substantivos, mas permanecem invariáveis quando funcionam como advérbios de preço.
Outro caso envolve a presença de um único adjetivo para mais de um substantivo. Nessa situação, o adjetivo pode concordar com o termo mais próximo ou assumir a forma plural.
As questões também podem explorar a concordância dos nomes de cores, especialmente quando um substantivo é empregado com valor de adjetivo para indicar uma cor.
Concordância verbal
A regra geral da concordância verbal estabelece que o verbo deve concordar com o sujeito em número e pessoa.
Entretanto, as provas de concursos públicos frequentemente apresentam estruturas que exigem atenção a casos específicos.
No sujeito composto, quando os núcleos aparecem antes do verbo, a tendência é que o verbo seja empregado no plural.
Com a expressão tanto… quanto, o verbo também costuma ser utilizado no plural.
Quando o sujeito composto é resumido por termos como nada ou tudo, o verbo fica no singular.
Outro caso importante ocorre quando o sujeito é formado por eu + outra pessoa. Nessa situação, o verbo deve ser empregado na primeira pessoa do plural.
Nomes próprios no plural e pronomes relativos
Os nomes próprios utilizados no plural também podem gerar questões de concordância.
Quando o nome é acompanhado por artigo no plural, o verbo vai para o plural. Sem artigo, o verbo permanece no singular.
Exemplos:
“Minas Gerais produz.“
“As Minas Gerais produzem.“
Com os pronomes que e quem, também é necessário observar a relação com o antecedente.
Quando aparece o pronome que, o verbo concorda com o termo antecedente.
Já com o pronome quem, o verbo pode permanecer na terceira pessoa do singular ou concordar com o antecedente.
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Expressões partitivas
Expressões como a maioria de e grande parte de permitem duas possibilidades de concordância.
O verbo pode concordar com o núcleo da expressão, permanecendo no singular, ou com o complemento, indo para o plural.
Esse é um dos casos em que a banca pode apresentar mais de uma construção possível.
Verbos impessoais
Os verbos impessoais também merecem atenção nas provas.
O verbo haver, quando utilizado com sentido de existir ou ocorrer, deve permanecer no singular.
O verbo fazer, quando indica tempo decorrido, também permanece no singular.
Essas regras continuam sendo aplicadas mesmo quando o termo que acompanha o verbo estiver no plural.
O emprego da partícula “se”
As questões também exploram a função exercida pela palavra se.
Quando atua como partícula apassivadora, o verbo concorda com o sujeito.
Exemplo:
“Alugam-se casas.“
Nesse caso, casas funciona como sujeito da oração, justificando o emprego do verbo no plural.
Quando o se funciona como índice de indeterminação do sujeito, o verbo deve permanecer obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.
Exemplo:
“Precisa-se de ajuda.“
Para resolver esse tipo de questão, é necessário identificar primeiro a função exercida pela partícula se, pois é ela que determina a regra de concordância a ser aplicada.
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